quarta-feira, 13 de junho de 2012
Casimi, planeta em combustão
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Os Elementos: Fogo, Optimismo e Pensamento Positivo
1º Atingir um estado de gnose (leia-se "transe") em que a actividade da mente racional é temporariamente suspensa de modo a que se possa emitir um pensamento único, unidireccional, expressão pura de uma só vontade (“Quero isto!”) sem as dúvidas/medos do seu oposto (geralmente produzidos pela mente racional).
2º Abandonar a necessidade que temos de ver a nossa vontade concretizada. Idealmente, esquecer que alguma dia quisemos aquilo. Porque ao regressar ao estado habitual, a mente racional volta a produzir os mesmos pensamentos polarizados (desejo/medo), e isso acabará por interferir com a concretização do pensamento unidireccional anteriormente expresso.
E para lidar com o mundo material, há uma coisa óptima chamada “optimismo” (passe o pleonasmo). Ser optimista não é a mesma coisa que ter esperança. O optimismo pode fazer parte daquilo que SOMOS, a esperança é algo que podemos TER ou não, consoante dela sintamos necessidade. O esperançoso espera que tudo aconteça de acordo com a sua vontade, crendo e querendo que a realidade se molde às suas expectativas. O optimista adapta-se à realidade, qualquer que ela seja, imbuído de uma auto-confiança que o torna emocionalmente resiliente perante os altos e baixos da vida. O que quer que aconteça, saberei tirar o melhor partido da situação (ou como dizem os ingleses, “every cloud has a silver lining”).![]() |
| Fonte: Astrotheme.com |
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Entrevista com Robert Happe
Este vídeo com Robert Happe veio até mim hoje mesmo (Dank U wel, Mago!), e assim que o vi percebi que devia ser partilhado. Cá vai, espero feedback!
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Enoquiano - A Linguagem dos Anjos
"A certa altura percebi que só Deus (e através dos seus Anjos) poderia satisfazer o meu desejo, que era o de compreender a natureza de todas as suas criaturas."John Dee
As primeiras tentativas fracassaram, o que levou Dee a contratar Edward Kelly, um místico que muito o havia impressionado com as suas capacidades psíquicas. Os dois homens começaram então a realizar sessões de contacto com “anjos” através de uma bola de cristal, que envolviam preparação meticulosa com orações e jejum, em linha com a tradição cristã. Kelly, fixando a bola de cristal em transe, relatava o que via a Dee, que o anotava escrupulosamente. Os anjos começaram a ensinar a Dee e Kelley a sua própria linguagem, que deveria ser utilizada em invocações especiais no início de cada sessão. Este idioma, até então desconhecido, recebeu mais tarde a designação de “Enoquiano”, numa referência ao profeta Enoque, a única personagem desde Adão a conhecer a “linguagem angélica” (como Dee lhe chamava).
De acordo com os diários de John Dee, o Enoquiano teria sido a linguagem utilizada por Deus para criar o mundo e para falar a Adão e aos anjos. Quando foi expulso do Paraíso, Adão perdeu o conhecimento do Enoquiano, e tentou recriar esta linguagem a partir das vagas memórias que lhe restavam. Começou então a ser utilizado um idioma que viria a ser o percursor do Hebreu, e que foi universalmente utilizado até à queda da Torre de Babel. A Magia Enoquiana reveste-se de uma complexidade muito superior à de outras teorias mágicas. A sua interpretação requer profundos conhecimentos de numerologia, e o facto de a maioria dos manuscritos originais de John Dee ter sido destruída pouco depois da sua morte leva a que muitas das chaves indispensáveis à interpretação e utilização do Enoquiano se tenham perdido irremediavelmente. Contudo, várias escolas de pensamento utilizam hoje a linguagem angélica, estudando-a à luz das suas convicções e ensinamentos, sem nunca subestimar o imenso poder que muitos acreditam estar por detrás da linguagem dos anjos.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Aleister Crowley
"Uma rosa vermelha absorve todas as cores,
menos a vermelha;
Vermelha, portanto, é a única cor que ela não é.
Essa Lei, Razão, Tempo, Espaço,
toda Limitação, cega-nos à Verdade
Tudo o que sabemos sobre o Homem, Natureza, Deus,
é apenas aquilo que eles não são;
é aquilo que rejeitam como repugnante."
Aleister Crowley, in Liber CCCXXXIII, Cap. 40
Aleister Crowley nasceu Edward Alexander Crowley, a 12 de Outubro de 1875, em Warwickshire, Inglaterra. O seu pai, fervoroso crente dos Brethren de Plymouth (movimento cristão evangélico), falece quando Crowley tinha apenas 12 anos. As tentativas de sua mãe para tomar as rédeas da sua educação religiosa não têm sucesso, e contribuem apenas para criar um crescente cepticismo na mente do jovem Aleister. Em 1895, ingressa no Trinity College de Cambridge, onde estudou Literatura Inglesa durante 3 anos. Nesse período, Aleister corta definitivamente todos os laços que o ligam à religião convencional, mantendo porém uma aparência de crente empenhado.O final de 1896 fica marcado por um acontecimento que Crowley descreve apenas por meias-palavras, e que o terá levado a ingressar definitivamente nos caminhos do ocultismo e do misticismo. As suas leituras passam a incluir obras sobre alquimia e magia, e levam-no a encarar as ambições mundanas como fúteis e sem sentido – a carreira diplomática que tinha
pensado seguir fica definitivamente posta de lado. Um ano mais tarde, Crowley publica o seu primeiro livro de poesia ("Aceldama"), e adere àquela que é provavelmente a mais conhecida ordem mágica de sempre: a Ordem Hermética da Aurora Dourada (Hermetic Order of the Golden Dawn). A ascensão de Crowley na hierarquia da Ordem é relativamente rápida, passando de Neófito (o primeiro grau) a Adeptus Minor (o sétimo grau) em apenas 2 anos.Em 1900 a Aurora Dourada é destruída por querelas internas, e Crowley prossegue os seus estudos mágicos viajando sozinho pelo México. Desenvolveu um especial interesse pelo Budismo e começou a praticar Raja Yoga. Escreve o ensaio "Berashith" (a primeira palavra do Génesis), onde defende a meditação como meio de atingir o estado mental necessário à realização de magia cerimonial, uma forma de treinar a vontade e de dirigir o pensamento para um único objecto.
Em 1904, uma experiência mística mudaria o rumo da sua vida. Durante umas férias no Egipto, o comportamento estranho da sua esposa Rose leva Crowley a pensar que esta tinha sido contactada por alguma entidade sobrenatural. Seguindo as instruções de Rose, Crowley invoca o deus Horus, que lhe terá dito que um novo Aeon (ou Era) mágico estaria a começar, e que ele seria o seu profeta. Alguns dias mais tarde, Crowley ouve uma voz que lhe dita o texto publicado mais tarde como “O Livro da Lei” (Liber AL vel Legis, ou abreviadamente “AL”).
A voz diz ser Aiwass, ministro de Horus, filho de Isis e Osiris, conquistador do novo Aeon, e proclama Crowley como o “príncipe-sacerdote”. O conteúdo do Livro da Lei é críptico, de difícil leitura, dado a várias interpretações. Crowley escreveu sobre ele durante o resto da sua vida, tentando decifrar os seus mistérios, convicto de que se tratava de uma espécie de “tratado espiritual” comparável aos ensinamentos de Buda, Jesus e Maomé, e que deveria ser o fundamento de toda a religião moderna. O método utilizado por Crowley para interpretar AL é eminentemente cabalístico, servindo-se da gematria, técnica que atribui um significado numerológico às palavras em hebraico. A verdadeira origem do livro parece envolta em mistério até para o próprio Crowley. Embora nos primeiros tempos tenha colocado a “improvável” hipótese de Aiwass ser na realidade uma manifestação do seu próprio inconsciente, acaba por reconhecer ao “ministro de Horus” um conhecimento muito superior àquele que o próprio Aleister Crowley poderia alguma vez ter acesso, consciente ou inconscientemente. No livro “Magick Without Tears” (Magia sem Lágrimas), escreve:“Na altura [da escrita do Livro da Lei], compreendia o suficiente para me assegurar de que o Autor do Livro sabia, pelo menos, tanto da Cabala como eu. Subsequentemente descobri mais do que o suficiente para ter a certeza de que ele sabia muito mais, e de uma ordem muito mais elevada, do que eu. Finalmente, o tempo e o estudo desesperado vieram iluminar muitas passagens obscuras, não deixando quaisquer dúvidas na minha mente de que ele é certamente o supremo Cabalista de todos os tempos.”
Em 1907, Crowley recupera a filosofia da Thelema, utilizando-a como a teoria fundamental por detrás de duas novas ordens: a Ordem da Estrela Prateada, Argenteum Astrum (A∴A∴), e a Ordem do Templo do Oriente, Ordo Templi Orientis (O.T.O.). A palavra Thelema remonta à Grécia Antiga, ao termo que designava vontade, desejo, objectivo. Nos primeiros escritos cristãos era uma referência à vontade de Deus, do Homem, e até do Demónio. A Thelema de Crowley ressuscita a filosofia ficcional de François Rabelais (séc.XVI), e pode resumir-se numa única frase:“Faz o que quiseres. Que esta seja a totalidade da Lei.”
Na obra de Crowley, esta ideia surge pela primeira vez no Livro da Lei. Com o tempo, acaba por construir em torno deste mote todo um sistema filosófico, místico e religioso, com influências do ocultismo, do yoga e dos misticismos oriental e ocidental (especialmente a Cabala). Em 1920, é fundada a Abadia da Thelema em Cefalù, Sicília: uma espécie de “anti-mosteiro”, cujos habitantes se dedicavam não ao cumprimento de leis, estatutos ou regras, mas sim à vivência plena da sua livre Vontade. Esta ideia utópica serviria de modelo à comuna de Crowley, constituindo por outro lado uma espécie de escola de magia, “Collegiu ad Spiritum Santum” (Colégio do Espírito Santo). O programa do curso aí ministrado é semelhante ao da iniciação na A∴A∴, e inclui adorações diárias do Sol, estudo das obras de Crowley, yoga, rituais variados, e trabalhos domésticos. O objectivo final seria que o estudante se dedicasse ao Grande Trabalho de descobrir e manifestar a sua Verdadeira Vontade.
Entre 1909 e 1913, Crowley edita os 10 primeiros números do Equinox, uma publicação bianual que funcionava como “a voz oficial” da A∴A∴. A sua política editorial tem como objectivo a observação das experiências místicas à luz da crítica científica. Crowley está determinado em divulgar a sua visão do ocultismo, a de que o progresso espiritual não depende dos códigos morais ou religiosos, mas antes funciona como qualquer ciência.“A Magia pode mostrar os seus segredos ao infiel e ao libertino, da mesma forma que não é preciso ser um sacristão para descobrir um novo tipo de orquídea. Existem, obviamente, certas virtudes necessárias ao Mago; mas são da mesma natureza daquelas que fazem um bom Químico.”
“Estou envolvido na administração da Lei há 40 anos […]. Pensei que já tinha visto toda a forma concebível de malvadez. Pensei que tudo o que era vil e mau já me havia sido mostrado, numa ou noutra vez. Aprendi neste caso que podemos sempre aprender algo mais se vivermos o tempo suficiente. Nunca ouvi nada tão horrível, blasfemo e abominável como aquilo que foi dito pelo homem [Crowley] que se auto-intitula ‘o maior poeta vivo’.”

Aleister Crowley deixa este Mundo em 1 de Dezembro de 1947, com 72 anos, vítima de infecção respiratória. A morte do seu médico acompanha a sua, num intervalo de menos de 24 horas, coincidência que os jornais da altura atribuíram a uma maldição do próprio Crowley, pelo facto de o médico se ter recusado a prescrever-lhe opiáceos. Para a História fica a obra de um dos homens mais odiados do seu tempo, figura enigmática e polémica, cujo legado continua e continuará sempre a influenciar a Magia e o Ocultismo Ocidentais.
“Consigo imaginar-me no meu leito de morte, pleno de luxúria para tocar o outro Mundo, como um rapaz que pede a uma mulher o seu primeiro beijo”.
Aleister Crowley
domingo, 17 de junho de 2007
Edgar Cayce, o Profeta Adormecido
"Os sonhos são as respostas de Hoje
para as questões de Amanhã."
Edgar Cayce
Edgar Cayce nasceu a 18 de Março de 1877, próximo da localidade de Beverly, no estado norte-americano do Kentucky. Proveniente de uma família da classe trabalhadora, cedo se sentiu atraído pela igreja, aderindo aos Discípulos de Cristo (ramo dissidente do Presbiterianismo) e participando activamente no recrutamento no recrutamento de missionários e no ensinamento da catequese.
Em 1901, Cayce contraiu uma grave laringite, que o deixou afónico durante quase um ano. Nesse período, Cayce procurou vários médicos, mas nenhum foi capaz de curar o problema que o afligia. Nessa época, o hipnotismo começava a ganhar uma enorme popularidade em por todos os Estados Unidos, e Cayce convenceu-se a procurar um hipnotizador para tentar recuperar a voz. Sob transe, Cayce recuperou instantaneamente a voz, e foi capaz de descrever o problema que afectava as suas cordas vocais. Mais surpreendente do que isso, descreveu também a sugestão que lhe deveria ser feita para curar a afonia: um aumento do fluxo sanguíneo nas áreas afectadas. Quando acordou do transe, e embora não se recordasse de nada do que havia dito, Cayce estava totalmente recuperado.
A notícia deste extraordinário acontecimento depressa se espalhou, e muitas pessoas procuraram Cayce em busca de solução para os mais variados problemas, de saúde e não só. De início, Cayce mostrou-se muito relutante: Como aceitar este “dom” que nem sabia de onde vinha, ou sequer se era aceitável à luz das suas convicções religiosas? Como confiar num processo que decorria sem que tivesse qualquer controlo consciente, ou sequer recordação do que se passava durante o transe? Por fim, acabou por ceder aos insistentes pedidos de ajuda, e iniciou uma nova vida.
Com o passar do tempo, as sessões de Cayce abordavam cada vez mais temas do oculto e do esotérico. Falando sempre no plural, “nós”, Cayce respondia a tudo o que lhe fosse perguntado, e Arthur Lammers, teósofo e empresário abastado, tornou-se o seu principal interlocutor nas sessões que tinham um carácter mais filosófico do que prático.
Cada vez mais empenhado em responder aos inúmeros pedidos de ajuda provenientes de todo o país, Cayce foi aumentando a frequência das sessões, chegando a realizar 8 por dia, o que constituía um tremendo esforço físico e emocional. Em transe, Cayce chegou a tentar avisar-se a si próprio dos perigos que corria ao impôr a si próprio um ritmo tão extenuante, mas de nada serviu: morreu 3 de Janeiro de 1945, aos 67 anos, vítima de acidente vascular cerebral. Deixou ao mundo cerca de 22 mil leituras, sobre temas tão variados como terapias naturais, interpretação de sonhos ou reencarnação. A sua regra dourada: As leituras devem ser utilizadas apenas se tal servir para melhorar a vida de quem as procura. Eis um pouco do seu legado:
O que dizia Edgar Cayce sobre…
… a origem e o destino da Humanidade?
“Todas as almas foram criadas no início, e estão à procura do caminho de volta para donde vieram”. (leitura 3744-5) As almas humanas foram criadas com a consciência de que são um só com Deus. Algumas perderam essa consciência; outras, como a de Jesus, tentaram salvá-las. A Terra, com todas as suas limitações, foi criada para servir de ambiente propício ao crescimento espiritual.
… Reencarnação?
A Reencarnação e o Karma são reais, enquanto instrumentos de um Deus generoso, e não apenas leis naturais. O seu propósito é ensinar determinadas lições espirituais. Ao contrário dos animais, cujas almas são indiferenciadas, os seres humanos provêm de um grupo de almas que se viu “aprisionada” na Terra, e que acompanhou a evolução dos primatas para que um deles se tornasse no veículo ideal para a alma humana.
… Astrologia?
Cayce aceita a Astrologia na medida em que as almas passam algum tempo noutros planetas (ou nos seus correspondentes espirituais), entre encarnações: a posição dos planetas no momento do nascimento regista essas influências.
… as Leis Universais?
As almas encarnam na Terra para se sujeitarem a várias leis espirituais, incluindo “Cada um colhe aquilo que plantou (Karma)” e “Serás julgado pelos outros do mesmo modo que os julgares”. Estas leis representam um aspecto da misericórdia divina: independentemente das circunstâncias, Deus guiar-nos-á no caminho espiritual.
… o Corpo, a Mente e o Espírito?
Cayce invocou muitas vezes estes três termos para descrever a condição humana: “O Espírito é a vida. A Mente é o construtor. O Corpo é o Resultado”.
… Meditação?
O elemento principal da Meditação é a abertura à influência divina: “Através da oração, falamos com Deus. Na meditação, Deus fala connosco”. O conceito de Meditação, para Cayce, envolve aspectos comuns ao Hinduísmo e ao Budismo (os chacras, o kundalini), mas assemelha-se mais às versões cristãs do Movimento Novo Pensamento.
… Percepção Extra-Sensorial (PES)?
As experiências psíquicas e a PES são produtos secundários naturais do desenvolvimento espiritual: Deus pode falar-nos através de sonhos ou intuições.
… Atlântida?
As leituras de Cayce afirmam a existência da Atlântida, um vasto continente com tecnologia avançada, cuja população era proveniente de refugiados quer do Egipto quer da América pré-colombiana. A sociedade Atlante dividia-se em duas facções políticas: os “bons”, chamados “Filhos da Lei de Um”, e os “maus”, “Filhos de Belial”. Muitas pessoas que hoje estão vivas são reencarnações de almas Atlantes, que devem enfrentar as mesmas tentações de antes. Cayce previu que uma pedra azul de origem Atlante seria descoberta nas Caraíbas: na realidade, em 1974, foi descoberto um pectolito azul de origem vulcânica na República Dominicana, ao qual certas sociedades esotéricas atribuem poderes curativos.
E mais, muito mais, em:
- "The Sleeping Prophet", de Jess Stearn (1967)
- "The Edgar Cayce Primer: Discovering the Path to Self Transformation", de Herbert Puryear (1985)
- "Edgar Cayce: An American Prophet", de S.D. Kirkpatrick (2001)
- Outros Livros sobre Edgar Cayce na Amazon
- Edgar Cayce's Association for Research and Enlightment (A.R.E.)
- Mais leituras de Cayce




