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| Mapa Astrológico da Revolução de Abril de 74 Adaptado de Astrodienst |
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Quíron em Touro e a Crise Portuguesa
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Os Elementos: Fogo, Optimismo e Pensamento Positivo
1º Atingir um estado de gnose (leia-se "transe") em que a actividade da mente racional é temporariamente suspensa de modo a que se possa emitir um pensamento único, unidireccional, expressão pura de uma só vontade (“Quero isto!”) sem as dúvidas/medos do seu oposto (geralmente produzidos pela mente racional).
2º Abandonar a necessidade que temos de ver a nossa vontade concretizada. Idealmente, esquecer que alguma dia quisemos aquilo. Porque ao regressar ao estado habitual, a mente racional volta a produzir os mesmos pensamentos polarizados (desejo/medo), e isso acabará por interferir com a concretização do pensamento unidireccional anteriormente expresso.
E para lidar com o mundo material, há uma coisa óptima chamada “optimismo” (passe o pleonasmo). Ser optimista não é a mesma coisa que ter esperança. O optimismo pode fazer parte daquilo que SOMOS, a esperança é algo que podemos TER ou não, consoante dela sintamos necessidade. O esperançoso espera que tudo aconteça de acordo com a sua vontade, crendo e querendo que a realidade se molde às suas expectativas. O optimista adapta-se à realidade, qualquer que ela seja, imbuído de uma auto-confiança que o torna emocionalmente resiliente perante os altos e baixos da vida. O que quer que aconteça, saberei tirar o melhor partido da situação (ou como dizem os ingleses, “every cloud has a silver lining”).![]() |
| Fonte: Astrotheme.com |
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Poema de Natal
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
domingo, 12 de dezembro de 2010
O Inv/ferno de Perséfone

A sua mãe manteve-a sempre longe do Monte Olimpo e dos deuses que a desejavam (Hermes, Ares e Apolo), escondendo-a entre o mundo natural onde Perséfone cresceu bela e inocente. Certa vez estava Perséfone colhendo flores quando Hades, deus do Mundo Inferior, irrompeu por uma fenda na terra e levou Perséfone para os seus domínios. Desesperada com o súbito desaparecimento da filha, Deméter deixou de lado os seus deveres de guardiã da fertilidade e passou a deambular pelo mundo buscando a desaparecida Perséfone. O mundo natural perdeu a sua vitalidade e a fome e a escassez propagaram-se indiscriminadamente. Zeus decidiu então intervir, exigindo a Hades que devolvesse Perséfone a sua mãe. Havia no entanto um senão: Hades tinha convencido Perséfone a comer algumas sementes de romã, e pelas leis das Moiras (as 3 irmãs que decidiam o destino de deuses e homens), quem quer que se alimentasse no Mundo Inferior era obrigado a lá permanecer para sempre. Para cumprir com a vontade das Moiras e simultaneamente restituir a fertilidade à Terra, ficou então acordado que dali em diante Perséfone passaria uma parte do ano com Hades e outra parte do ano com Deméter. E foi assim que Perséfone se tornou a Deusa do Mundo Inferior, responsável pela sucessão das estações do ano, nas quais a Terra produz ou repousa.
A passagem de Plutão por Capricórnio tem-me relembrado o rapto de Perséfone. Plutão (identificado mitologicamente com Hades) traz consigo um profundo impulso para a transformação, e tudo o que toca é forçosamente purificado por uma viagem ao reino das Sombras interiores antes que possa voltar a encontrar algum tipo de Luz. Neste momento, os nativos de Capricórnio (sobretudo os que nasceram na última semana doano) sentir-se-ão como Perséfone, “arrancados” à identidade que foram construindo ao longo de muito tempo (o mundo natural gerido por Deméter) para uma inesperada viagem por aquilo que sempre recusaram aceitar em si próprios (o seu Mundo Inferior muito pessoal). Suponho que para o “capricorniano médio” isso implique revisitar os alicerces menos sólidos da sua estrutura identitária. Aquelas pequenas coisas que preferimos “varrer para debaixo do tapete”, por considerarmos indignas da nossa solidez mental e/ou inapropriadas para a nossa segurança emocional e/ou intoleráveis pelos nossos valores morais e/ou desadequadas aos nossos projectos de vida. Enquanto Perséfone é mantida no reino de Hades nada floresce, nada é produzido, e por isso também para quem de momento está sob o efeito da conjunção de Plutão ao Sol natal parece que nada avança exteriormente, ainda que a um nível mais profundo tudo esteja em ebulição.

sexta-feira, 3 de abril de 2009
A propósito do Twitter


Muitos estudiosos de Astrologia consideram 2009 o Ano de Aquário, e nesse contexto as tecnologias que, como o Twitter, permitem a construção de complexas interacções omni-dimensionais entre uma infinidade de indivíduos, vão tomar de assalto o palco principal da sociedade. A premissa básica do Twitter é a de que as pessoas seguem o quotidiano umas das outras, através de mensagens curtas com actualização regular (os chamados “Tweets”). Um tweet serve para dizer o que estamos a fazer, a pensar, que vídeo, música, blog nos chamou à atenção recentemente, etc etc ETC. O poder do tweet reside na sua brevidade. Directo ao assunto. Permite divulgar conteúdos com uma rapidez muito maior: quanto mais pessoas seguirem os tweets de um determinado utilizador, maior é a influência desse utilizador a larga escala como publicitador de conteúdos. Se uma pessoa estiver ligada a um grupo de Tweeters apropriado àquilo que quer divulgar (p.ex. pessoas que se interessam por Astrologia), basta acender com um tweet o rastilho do interesse por um determinado site de Astrologia para que as visitas a esse site aumentem exponencialmente. Que extraordinariamente Aquariano, não? No mundo Twitter, não existe qualquer hierarquia, e parece reinar um código informal: deves simultaneamente ser seguidor e líder. No universo Twitter perfeito, existem tantos seguidores quantos líderes.
Isto suscita uma questão interessante: Será a emergência do Twitter o prenúncio de uma mudança social de maior magnitude? Será esta uma tecnologia verdadeiramente democratizante, que aponta para o reconhecimento colectivo do Eu? Ou será apenas mais um passo no processo de erosão da nossa capacidade de nos relacionarmos uns com os outros, uma vício sedutor porém redutor que reflecte o aprofundar da alienação e da solidão que afectam a nossa cultura? Poderá ser ambos? E isto pode bem ser apenas o começo. Observem atentamente o surgimento de novas tecnologias que nos ajudarão a conectar, à velocidade da luz, ondas de complexidade e novidade, neste Ano de Aquário.
Adaptado de: Is Twitter The Killer App For Jupiter In Aquarius? por Robert Phoenix





