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sexta-feira, 3 de abril de 2009

A propósito do Twitter

A aplicação electrónica de que se fala nos dias que correm é o Twitter. A sua odisseia é única e, em grande medida, não tão extraordinária no mundo da cultura online. O Twitter começou por ser uma aplicação que permitia a podcasters comunicarem através de podcast. Esta primeira utilização não teve grande aderência, mas alguém percebeu que havia ali um enorme potencial inexplorado. O Twitter pretende revolucionar a Internet como uma forma ultra-rápida de comunicar e, mais importante que isso, de agregar utilizadores e as suas opiniões em torno de emissores de informação já implementados, desde os blogs mais radicais aos meios de comunicação mainstream. Para o típico “velho do Restelo” às apalpadelas neste séc.XXI, este distanciamento da intimidade via Internet com tecnologias como o Twitter (no qual pensamentos e acções são reduzidos a meros 140 caracteres) não é nada reconfortante. No entanto, em termos de puro marketing e considerando uma perspectiva estritamente direccionada para a acção, o Twitter é pura dinamite. 

Muitos estudiosos de Astrologia consideram 2009 o Ano de Aquário, e nesse contexto as tecnologias que, como o Twitter, permitem a construção de complexas interacções omni-dimensionais entre uma infinidade de indivíduos, vão tomar de assalto o palco principal da sociedade. A premissa básica do Twitter é a de que as pessoas seguem o quotidiano umas das outras, através de mensagens curtas com actualização regular (os chamados “Tweets”). Um tweet serve para dizer o que estamos a fazer, a pensar, que vídeo, música, blog nos chamou à atenção recentemente, etc etc ETC. O poder do tweet reside na sua brevidade. Directo ao assunto. Permite divulgar conteúdos com uma rapidez muito maior: quanto mais pessoas seguirem os tweets de um determinado utilizador, maior é a influência desse utilizador a larga escala como publicitador de conteúdos. Se uma pessoa estiver ligada a um grupo de Tweeters apropriado àquilo que quer divulgar (p.ex. pessoas que se interessam por Astrologia), basta acender com um tweet o rastilho do interesse por um determinado site de Astrologia para que as visitas a esse site aumentem exponencialmente. Que extraordinariamente Aquariano, não? No mundo Twitter, não existe qualquer hierarquia, e parece reinar um código informal: deves simultaneamente ser seguidor e líder. No universo Twitter perfeito, existem tantos seguidores quantos líderes. 

Isto suscita uma questão interessante: Será a emergência do Twitter o prenúncio de uma mudança social de maior magnitude? Será esta uma tecnologia verdadeiramente democratizante, que aponta para o reconhecimento colectivo do Eu? Ou será apenas mais um passo no processo de erosão da nossa capacidade de nos relacionarmos uns com os outros, uma vício sedutor porém redutor que reflecte o aprofundar da alienação e da solidão que afectam a nossa cultura? Poderá ser ambos? E isto pode bem ser apenas o começo. Observem atentamente o surgimento de novas tecnologias que nos ajudarão a conectar, à velocidade da luz, ondas de complexidade e novidade, neste Ano de Aquário.


Adaptado de: Is Twitter The Killer App For Jupiter In Aquarius? por Robert Phoenix

3 comentários:

  1. Eu não vejo com bons olhos as tecnologias que inibem cada vez mais a interação social FÍSICA, ou seja entre pessoas de verdade, olho no olho.

    Eu não gosto destes programas que faz você interagir socialmente através de uma máquina.

    Nada como um belo abraço e um beijo no rosto.

    Muito melhor do que Smiles que exprimem emoções.

    Direto do Brasil.
    Um abraço.

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  2. Tema complicado por não ser linear.
    Fico excitada por saber que podemos dar bom uso às novas tecnologias, que nos dias que correm em que as crianças não podem ir brincar para a rua por ser perigoso, podem chegar a casa e ligar o computador e falar com os amigos de forma rápida e diferente, usando tudo o que é criado para se exprimirem. Mas depois, vem a outra questão, a ilusão da proximidade que se cria, mas que num segundo de desligar o computador tudo acaba.
    Quanto ao Twitter acho interessante essa coisa de não haver um papel definido de líder e seguidor, poderá trazer uma nova prespectiva de facto às hierarquias sociais. Seria bom, pois há a necessidade de uma mudança...mas para onde?
    Ai o Aquário, sempre inovador mas também inconstante ;)

    Nunca consegui ir até ao Twitter...acho que a blogoesfera já me chega rkrkrkrkr

    Kisses

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  3. aprecio o Twitter e creio estar a beneficiar trazendo leitores para o meu blog. É necessário constância. mas eu sou Gémeos, gostando, portanto de uma novidade. :)

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