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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

YOGA Parte 4 – A Flor de Lótus


O Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro. Para a religião Budista, uma lenda relata que quando Siddhartha Gautama (nome histórico de Buda) tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, aonde pisou cresceram sete flores de lótus. O Budismo afirma que Siddhartha possui olhos de lótus, pés de lótus e coxas de lótus.

Já no hinduísmo, este nenúfar está relacionado com a criação do mundo. De acordo com as escrituras indianas foi do umbigo do Deus Vishnu que teria nascido uma brilhante flor de lótus e desta teria surgido outra divindade: Brahma, o criador do Cosmo.
Ao anoitecer, esta flor fecha-se e submerge na água, surgindo novamente ao amanhecer, voltada para o Sol nascente, como que a louvá-lo. Por essa razão, era igualmente sagrada para os deuses solares egípcios.

Tanto nas gravuras indianas, quanto nas representações de Budas, os deuses costumam aparecer em pé ou sentados sobre a flor, simbolizando a expansão da visão espiritual. Também o conhecimento espiritual supremo é comparado ao florescimento de uma flor de lótus na cabeça.

Esta é uma flor que floresce no lodo dos canais de beira de estrada por toda a Ásia, mas que nem por isso se deixa conspurcar pela lama, mantendo os seus botões limpos e brancos. É por isso que a postura mais recomendada pelos praticantes de Yoga para a meditação tem, simbolicamente, o nome de posição de Lótus: o aspirante espiritual permanece num mundo cheio de tentações, mas a sua mente eleva-se, e purifica-se, transcendendo os estímulos à sua volta.

Fontes: http://www.cacp.org.br/flor-de-lotus.htm
http://www.starnews2001.com.br/lotus/lotus_flower.htm

quarta-feira, 13 de junho de 2007

YOGA Parte 3 – Outros Caminhos para a Bem-Aventurança


Na meditação deixamos
os fogos da mácula
pelo frescor do samadhi claro.
E isto é como a alegria
de cair na água fresca e clara
depois de se queimar no calor do sol.
— do Grande Tratado sobre a Perfeição da Sabedoria

Controlar a mente consciente é difícil, e vários métodos têm sido experimentados. Há quem defenda sobrecarregar os 5 sentidos e os órgãos motores, para que os estímulos nervosos se tornem tão intensos que qualquer percepção subsequente seja impossível. É o exemplo de tribos africanas que dançam freneticamente, ao som de cânticose tambores, até cairem no chão pela exaustão dos sentidos, experimentando uma rápida visão do “outro lado”. Como outros exemplos temos os os monges japoneses zen que meditam sob cascatas geladasa, ou a auto-flagelação de fanáticos religiosos. Todos mortificam a carne para dominar os prazeres transitórios dos sentidos e atingir a Realidade Única Imperecível. E muitas vezes conseguem-no! Mas existem métodos bem mais viáveis para a maioria da população.

Um modo prático e indolor de realizar o próprio Eu é a prática da Meditação, que se inicia com a desactivação dos sentidos, para a eliminação dos estímulos externos. O que se pretende é sempre acalmar os devaneios do Subconsciente, e assim conseguir atingir camadas mais subtis da Mente.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

YOGA Parte 2 - O Caminho da Bem-aventurança

Embora existam outros métodos, aqui iremos descrever os passos indicados pelos praticantes de Yoga como sendo os mais eficazes para atingirmos um estado Superior: é preciso experimentar e purificar cada camada por sua vez.

Primeiro, tratando o Corpo Físico. Uma dieta vegetariana torna-se crucial para manter a pureza das células do corpo, uma vez que acreditam que o nosso corpo é composto por aquilo que ingerimos, e na medida em que a mente se torna mais subtil, o corpo deve acompanhá-la. Só através de uma dieta vegetariana se atingirá, comprovadamente, uma maior longevidade, e a beleza física e qualidade de vida procurada por todos.

A inclusão ou não de produtos lácteos nesta dieta é opcional. No entanto, a decomposição difícil e demorada de qualquer carne animal, juntamente com a abundância de toxinas que é encontrada nesse tipo de alimentos, são motivos para a dificuldade da sua digestão, e consequente indisposição após a sua ingestão, entre outras consequências mais graves (ex. patologias diversas do sistema digestivo). Por isso, é sobejamente desconselhada.

A purificação do Corpo Físico será complementada através de posturas corporais próprias, as ásanas, que são exercícios de relaxamento milenares desenvolvidos para manter a saúde física, estimulando a circulação sanguínea, o tonicidade muscular, a flexibilidade das articulações, e o estímulo de órgãos internos, enquanto ajudam a acalmar e controlar a mente.

Ao contrário dos exercícios extenuantes vulgares, nas ásanas pretende-se a realização de movimentos lentos e suaves, acompanhados de uma respiração profunda, alternando com períodos de completa imobilidade. Ao aprender a imobilizar o corpo e a acalmar o sistema nervoso, desenvolve-se o equilíbrio físico e mental necessário a uma longa meditação.

Durante as ásanas, a Energia Vital, ao invés de ser gasta, é aumentada; assim, com uma regularidade diária dos exercícios (que facilitará gradualmente a execução de cada um), o praticante acumula energia interna, igualmente necessária para atingir a consciência superior.

Mas o seu efeito mais importante revela-se sobre as glândulas endócrinas, uma vez que a leve pressão provocada pelas ásanas sob as mesmas irá influenciar a produção das respectivas hormonas, tendo assim uma forte influência nas emoções e nos estados de consciência do praticante.

Por ex., com a prática regular da Postura da Lebre, onde o topo da cabeça é pressionado contra o chão, exercendo-se uma leve pressão sobre a glândula pineal, desenvolve-se paciência e tranquilidade mental.


Fonte: "Meditação e os Segredos da Mente", de Avadhu'tika A'nandamitra A'caria,

Publicações Ananda Marga

terça-feira, 15 de maio de 2007

YOGA Parte 1 - As Camadas da Mente segundo o Yoga

De acordo com os mais antigos conceitos de yoga e as teorias da Física Moderna, a existência não é uma realidade única e isolada, mas sim um continuum de várias camadas de existência que se interligam.

Os iogues dividiram a mente em cinco camadas, ou kosas:

v Corpo Físico
v Mente Consciente (a camada do Desejo),
v Mente Subconsciente (da reflexão e Memória),
v Primeira camada da Mente Superconsciente (Intuição)
v Segunda Camada da Mente Superconsciente (Discriminação e Desapego)

Cada camada que sucede a camada anterior é mais refinada e subtil, havendo em simultâneo um estado de consciência mais expansivo e exultante.

Numa esfera situada acima destas camadas, encontra-se o reino do “Espírito”, consciência infinita ou Ser Interior. Nesse estado de perfeita paz, que está além de qualquer onda vibratória ou manifestação, todos os conflitos e contradições da mente inferior se dissolvem. Aqui tudo se torna UM.

Quando se atinge esse estado, mesmo que por um momento, é-se inundado por um êxtase inexplicável. Essa é a meta do Yoga e a meta da Vida: conduzir a mente através de camadas cada vez mais elevadas, até que se realize o Infinito, o Bem-Aventurado Ser Interior.

A maioria das pessoas nunca ultrapassa as camadas inferiores da mente (consciente e subconsciente), utilizando apenas uma pequena parte do seu potencial, porque a agitação dessas camadas superficiais os impede de avançar, quando não há alguma orientação, nem um esforço continuado nesse sentido. A persistência é essencial.

Apenas alguns conseguem atingir a Mente Superconsciente, e por um instante, ter a vivência da telepatia, de visões do futuro, ou de êxtase, e à medida que os seus egos se dissolvem, conseguem até fundir-se com a Unidade Toda-Envolvente. Mas esse vislumbre dissolve-se assim que a agitação das camadas superficiais da mente se reinicia.

Pela dificuldade acrescida, poucos conseguem realizar o seu verdadeiro Ser.


Fonte: "Meditação e os Segredos da Mente", de Avadhu'tika A'nandamitra A'caria, Publicações Ananda Marga