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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

The Nuts and Bolts of Meditation - Parte I

Por sugestão da Cabeça Direita do Monstro de Duas Cabeças (estudiosa das religiões mais obscuras, colega de devaneios metafísicos e querida amiga), começo aqui uma série de posts contendo a tradução/adaptação do livro electrónico “The Nuts and Bolts of Meditation”, de Bill Cozzolino.
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INTRODUÇÃO


Se seguirmos um rio contra a corrente, acabaremos por encontrar a sua fonte.


Em todas as épocas da História humana, têm existido cientistas que tentam seguir o curso do “rio” que é o universo físico. A Ciência procura explicar como funciona o mundo material através de observações, hipóteses e experiências destinadas a provar certas conclusões. Cada nova descoberta científica leva a uma nova questão, cada conclusão impulsiona a Ciência a subir um pouco mais, rio acima.

Quando descobrimos como funcionam as coisas, conquistamos o controlo sobre os processos envolvidos. Podíamos ter parado em qual quer ponto do rio das descobertas, mas a nossa necessidade inata de conhecimento tem-nos mantido nesta caminhada, que nos levou até ao átomo, às unidades fundamentais que constituem o universo físico, e mais além! O nosso conhecimento e entendimento dos processos envolvidos no nosso mundo material deu-nos a capacidade de controlar esses processos, e de mudar a forma como vivemos.


A evidência do poder quântico do cérebro está por todo o lado!


Grandes cientistas como Louis Pasteur, Thomas Edison e Albert Einstein deram passos gigantescos no conhecimento, aparentemente de um dia para o outro! Os poderes mentais que encontramos em alguns dos maiores especialistas incluem as extraordinárias capacidades para calcular números e datas, para memorizar material escrito, visual e oral, para assimilar automaticamente outras linguagens, e para tocar instrumentos musicais sem nunca o ter aprendido.

Será que todos os nossos cérebros são iguais, ou existe algo mais, uma espécie de “propriedade oculta” que permite certas excepções?

O canal Discovery emitiu recentemente um programa intitulado “Tudo o que precisa de saber sobre o cérebro”, no qual foram reveladas experiências científicas nas quais uma sonda electromagnética colocada num cérebro aparentemente mediano tornava-o capaz de grandes talentos instantaneamente!


Agora podemos ver o que se passa dentro do cérebro!


O cérebro humano tem uma “corrente” relativamente constante de actividade electroquímica que acaba por resultar num “oceano” de percepção consciente. Os instrumentos científicos modernos pode mostrar e registar os padrões electroquímicos do cérebro e as suas variações, pelo que nos é possível saber o que se passa dentro do cérebro durante o seu funcionamento.

Sabemos que existe uma relação directa entre o alvo da nossa atenção, as tarefas mentais que desempenhamos e os padrões electroquímicos cerebrais resultantes dessa actividade. Diferentes processos mentais como resolução de problemas, sono, sonho e mudanças de humor produzem diferentes padrões de ondas cerebrais. Esses padrões alteram-se porque temos um controlo consciente da nossa atenção, e aprofundam-se à medida que apontamos conscientemente a nossa atenção para um único alvo. O termo utilizado habitualmente para descrever o controlo consciente do alvo da atenção e a actividade cerebral daí resultante é Meditação. Para muitas pessoas, esta palavra tem conotações místicas, metafísicas ou religiosas, mas o facto é que estamos permanentemente a escolher onde concentramos a nossa atenção, por isso, na prática, estamos sempre a meditar!

O Dr. Tomio Hirai relata que os meditadores Zen conseguem alterar a frequência das suas ondas cerebrais entre Alfa e Teta, consoante a profundidade do seu estado meditativo. De acordo com o Dr. Hirai, “A Meditação não é apenas um estado entre a estabilidade mental e o sono, mas uma situação na qual a mente funciona a um nível óptimo. Nessa situação, a pessoa está relaxada mas pronta para aceitar e responder positivamente a qualquer estímulo que lhe possa chegar”.

A Wikipedia define a palavra Meditação da seguinte forma:

- Estado que é experimentado quando a mente se dissolve e se liberta de todos os pensamentos
- Concentração da mente num único objecto (ex. uma estátua religiosa, o movimento da respiração, um mantra)
- Abertura mental ao divino, invocação da protecção de um poder superior
- Análise racional de ensinamentos religiosos (como o conceito budista de “impermanência”)

… É fácil observar que as nossas mentes estão continuamente a pensar sobre o Passado (memórias) e o Futuro (expectativas). Com intenção, é possível abrandar a mente e observar um silêncio interior, também chamado de experiência do momento presente. Esta é uma sensação subjectiva de estar ligado à universalidade do Ser. A Meditação é o método que permite chegar a esta vivência. É o meio experimental de separar os pensamentos da parte da nossa consciência que os compreende: o observador. Ao desligarmos a mente conseguimos observar os detalhes mais subtis e controlar aquilo a que damos atenção.



Existe já um extenso conjunto de trabalhos científicos que atestam o efeito positivo da Meditação no aumento da resposta imunitária, na redução do stress, na diminuição da dor e na melhoria do estado geral de saúde.


A questão é: a Meditação funciona!


Este livro aborda a Meditação de um ponto de vista puramente científico. O cérebro produz um “rio” de actividade eléctrica detectável, e se o seguir contra a corrente, acabará por encontrar a sua fonte.

Desfrute da viagem!


Fonte: The Nuts and Bolts of Meditation

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