E-book "Profissão: EU!"

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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Samhain - A Noite dos Mortos

The night is coming the veil is thin
Hear their voices within the winds.

Light the fires and chant out loud,
Feel them walk within the crowd.

The summer is gone
and winter draws near
The veil will open,
welcome them without fear.

Our loved ones past will soon be among our place,
See the veil thinning and you will see their face.

Embrace the night and let your magic be known,
The truth that is here will soon be shown.

Enjoy this time celebrate the worlds within your rites,
The veil is once again thinning, it is again Samhain Night


Samhain Night, de Starrfire Price


Ao pôr-do-Sol do dia 31 de Outubro tem início o Samhain (em inglês pronuncia-se SOW-in, SAH-vin ou SAM-hayne, e significa “Fim do Verão”) uma celebração muito especial da 3ª e última colheita agrícola. A metade do ano dominada pelo Inverno e o Ano Novo celta começam neste Sabbat. Muitas culturas em todo o mundo comemoram o seu Dia dos Mortos nesta data, mas o Samhain da tradição pagã teve origem nos celtas que em tempos habitaram as Ilhas Britânicas. A cultura norte-americana conhece-o por “Halloween”, a Noite das Bruxas, mas é muito mais do que isso: é um momento mágico em que as leis do tempo e de espaço são temporariamente suspensas, e é levantado o véu que separa os mundos.

Na Europa pré-cristã, esta altura do ano marcava o início dos meses de frio e de pouca fartura. Os rebanhos eram recolhidos a abrigos de Inverno, mas alguns animais eram abatidos para que a sua carne servisse de alimento até à Primavera seguinte. Além da sua importância agrícola, os Celtas encaravam o Samhain como um momento muito espiritual: a meio do período que separa o Equinócio de Outono do Solstício de Inverno, os povos antigos atribuíam-lhe grandes poderes de magia e comunhão com os espíritos. O “véu entre os mundos” dos vivos e dos mortos estava, nesta altura, tão fino quanto possível, pelo que era o momento oportuno para convidar os mortos a regressarem para junto dos seus entes queridos ainda vivos. A reunião era comemorada com uma mesa farta, onde sobravam cadeiras para os “convidados invisíveis”, e executavam-se rituais para apaziguar os espíritos e comunicar com o outro mundo. Outras práticas que encontravam no Samhain um momento propício eram a divinação e os pedidos de desejos para o ano novo.



São inúmeras as tradições associadas ao Samhain, e que ainda hoje se praticam:

- Oferecer de comida em altares ou degraus, para alimentar os mortos que nessa noite vagueiem entre nós

- Acender velas às janelas, para ajudar a guiar até casa os espíritos dos antepassados.

- Acender fogueiras que vão conter a energia do Deus morto, iluminar a escuridão da noite, afastar o mal, receber a luz do Ano Novo e purificar o espaço ritual ou o lar.

- Enterrar maçãs à beira das estradas para dar algum conforto aos espíritos que se perderam ou que não têm descendentes que olhem por eles.

- Esvaziar e esculpir abóboras, dando-lhes uma cara alegre de espíritos protectores para que velem pelos vivos nesta noite de magia e caos.

- Não viajar nesta noite; vestir de branco, com disfarces ou roupas do sexo oposto, para enganar os pequenos espíritos que andam à solta a pregar partidas.


Entre a comunidade neo-pagã, o Samhain assume uma grande importância, embora as actividades desenvolvidas nesta noite sejam bastante diversas. Muitos utilizam o tarot ou as runas, outros realizam rituais de homenagem aos mortos e convidam-nos para partilhar da sua refeição onde não faltam as maçãs, o milho, os pratos de carne, as sobremesas com abóbora, a sidra. Há ainda lugar para a meditação, a visualização e a projecção astral.

Em 2007, o Samhain lunar ocorre em 9 de Novembro, com a presença da Lua Nova em Escorpião. Esta é a Lua Negra, que traz consigo um enorme potencial de transformação, de morte e renascimento, de contacto com as emoções do inconsciente e com tudo o que está para além da realidade palpável. É em Escorpião que o Deus-Sol morre, simbolicamente, para voltar a nascer do ventre da Deusa-Mãe no Solstício de Inverno (Yule). Este ciclo perpétuo é essencial à regeneração da terra após as colheitas, e do ser humano, que tem aqui uma boa oportunidade de meditar sobre si mesmo, transformando o velho ego (o Sol que "morre") num novo ego que incorpora já as experiências vividas no último ano e abandona velhos paradigmas que já não são úteis à evolução da alma.


Este é o tempo de reflectir sobre a sua própria mortalidade. Aproveite!


Fontes: The Celtic Connection, The Witches Way, Witchvox

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